Pontos, linhas, trajetos: Artesanias em circulação

Fernanda Arêas Peixoto
Milena de Oliveira Silva
Tarsila Cober Souza
Marina Gregori Tokita
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Resumo

Este texto traduz o diálogo entre três pesquisas e quatro pesquisadoras. O ponto de partida são duas cartografias: a primeira voltada aos coletivos têxteis no Brasil e na América Latina; a segunda aos circuitos de exibição de artes “populares” em território brasileiro. Ao lado dos exercícios cartográficos, foram realizadas incursões etnográficas com alguns coletivos (Linhas de Sampa, Linhas do Rio e Linhas da Gamboa), com artistas-artesãos na Ilha do Ferro (AL) e com moradores do Quilombo Sapatú, no Vale do Ribeira (SP). As etnografias conferiram volumetria aos mapas, relacionando pontos e desenhando trajetos (de coisas e pessoas) no espaço e no tempo; em campo, por sua vez, os mapeamentos foram apresentados aos interlocutores. Lado a lado, as duas formas de pesquisa e registro nos levaram a formular questões acerca das criações de artefatos que são, ao mesmo tempo, modos de construir relações pessoais, familiares, comerciais e políticas. Nos levaram também a refletir acerca do próprio exercício cartográfico, suas potencialidades e limites. 

Palavras-chave
cartografia e etnografia
artes e artesanias
memória e política
casa e criação